Religião

Beatificação de padre Léo

Publicado dia 08/03/2020 às 22h40min
Milhares de fiéis participam de celebração que marca processo de beatificação de padre Léo

Mais de cinco mil pessoas, segundo a organização, acompanharam a celebração que marca o início do inquérito do processo de beatificação de padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira. A cerimônia foi na tarde deste sábado (7) na comunidade Bethânia em São João Batista, na Grande Florianópolis.

Ele acumula relatos de fiéis de graças alcançadas, cura de doença e conversões. O processo de beatificação não tem prazo para ser concluído. Neste domingo (8), começa o processo de beatificação de outro religioso em Florianópolis.

O carisma de Padre Leo cativa fieis do país inteiro até hoje. Ele morreu em 2007 vitima de um câncer. Mas mesmo após a morte, milhares de pessoas dizem que tem a vida transformada por ele e muitas delas foram em caravanas até a cidade para celebrar o início do processo que eleva o padre à condição de "Servo de Deus".

 

"O jeito dele falar a gente via que não tinha preconceitos. Até hoje se colocar uma pregação dele, as pessoas param para escutar", diz Marisa da Rosa, que veio de Capão da Canoa, no interior do Rio Grande do Sul, que enfrentou oito horas de viagem para a participar do início oficial do processo de beatificação de padre Léo.

Na celebração foi formado o tribunal diocesano que vai analisar documentos que comprovem virtudes heróicas, fora do comum de padre Leo.

"Todo mundo aqui é testemunha do que ele viveu aqui esse início de santidade que a gente está buscando", diz Milena Nascimento, que também acompanhou a celebração. Durante a semana a cidade ficou na expectativa e preparativos para o evento.

 

 

Apesar do ato ser considerado o primeiro passo oficial para a beatificação, a trajetória do sacerdote abriga uma longa história e o pedido também envolve uma série de estudos, pesquisas e análises. O aval do Vaticano para a abertura do caso ocorreu em 8 de dezembro de 2019, dia em que padre Léo completaria 29 anos de sacerdócio.

Entre as ações de Padre Léo, está a criação da Comunidade Bethânia, que é um centro de acolhimento com 170 vagas e já atendeu mais de 6,5 mil pessoas em tratamentos contra dependência de drogas.

Desde a morte do padre Léo, a comunidade tem recebido vários testemunhos que são feitos por meio de cartas, e-mails e até mesmo pelas redes sociais. Desde então, o material tem sido arquivado no Recanto de São João Batista, que é sede da comunidade, inaugurado em 12 de outubro de 1995.

 

Caminho da beatificação

 

 
Padre Léo acumula relatos de fiéis de graças alcançadas, cura de doença e conversões — Foto: Canção Nova/ ArquivoPadre Léo acumula relatos de fiéis de graças alcançadas, cura de doença e conversões — Foto: Canção Nova/ Arquivo

Padre Léo acumula relatos de fiéis de graças alcançadas, cura de doença e conversões — Foto: Canção Nova/ Arquivo

O caminho da beatificação começou a tomar forma em 2017, quando o arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, autorizou o pedido apresentado pela Comunidade Bethânia para a abertura do processo na Igreja Católica. O postulador romano será Paolo Villota, que também cuidou da causa de Santa Dulce dos Pobres.

A Congregação para as Causas dos Santos concedeu em 2019 o chamado “Nihil Obstat” (nada consta) para cada uma das causas, que garante não haver impedimentos por parte da Santa Sé.

 

Exigências

 

O autor da causa, padre Tardivo, explica que o processo de beatificação tem um grau de exigência avançado, passa por um processo diocesano e romano para que o título seja dado a quem realmente impactou a vida das pessoas por meio da fé. (Veja abaixo como são as etapas)

 
 — Foto: Arte/G1 — Foto: Arte/G1

— Foto: Arte/G1

 

Critérios para reconhecimento

 

 

  1. Pedido feito para o padre: é necessário que a pessoa não tenha pedido para outro santo, apenas para o beato e Nossa Senhora Aparecida, para garantir que quem intercedeu pela cura foi ele;
  2. Instantâneo: a graça precisa ter sido alcançada imediatamente após o pedido;
  3. Duradouro: é importante que a cura seja para a vida toda;
  4. Sem sequelas: se a cura não é completa, o milagre não será considerado para a canonização;
  5. Reconhecimento científico: a ciência precisa reconhecer que ela não tinha condições de curar da maneira que aquela pessoa foi curada.
  6. Títulos concedidos pela igreja

     

     

    1. Servo de Deus: título que a pessoa recebe ao ser iniciado o processo de beatificação;
    2. Venerável: título decretado quando comprova-se que a pessoa viveu as virtudes cristãs de forma heroica ou que sofreu martírio;
    3. Beato: título decretado quando se comprova um milagre por intercessão da pessoa. O beato pode ser venerado dentro da Igreja Católica na sua região;
    4. Santo: título decretado quando se comprova um segundo milagre por intercessão da pessoa após a beatificação. O santo pode ser venerado na Igreja Católica em todo o mundo.

     

     

    Processos em Santa Catarina

     

    Somente Madre Paulina recebeu o título de santa na Arquidiocese de Florianópolis. Ela foi beatificada em 1991 e canonizada em 2002. Em Santa Catarina, outros cinco processos de beatificação/canonização estão em aberto:

     

    • Beata Albertina Berkenbrock - Diocese de Tubarão
    • Servo de Deus Frei Bruno Linden - Diocese de Joaçaba
    • Servo de Deus Marcelo Henrique Câmara - Arquidiocese de Florianópolis
    • Servo de Deus Padre Aluísio Boeing - Diocese de Joinville
    • Servo de Deus Padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira - Arquidiocese de Florianópolis
Fonte: Portal G1

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